Termo de consentimento informado
Esta pesquisa sobre a ocorrência de Ciclones na região sul do Brasil tem por objetivo constatar o que as pessoas conhecem a respeito do mesmo. Conhecer o fenômeno Ciclone possibilita entender os reais motivos, causas e conseqüências provocadas na sua passagem na região. Para resgatar os conhecimentos prévios dos moradores da região faz-se necessária a realização de uma entrevista, contendo perguntas específicas elaboradas pelo grupo responsável pela pesquisa.
Os dados e resultados individuais desta pesquisa estarão sendo usados para subsidiar a pesquisa, mencionando os nomes dos participantes em trabalho escrito, que venha ser publicado em ambiente virtual do Curso de Licenciatura em Pedagogia à Distância, da Universidade Federal do rio Grande do Sul, Faculdade de Educação – FACED.
A participação nesta pesquisa não oferece risco ou prejuízo à pessoa entrevistada. Se no decorrer da entrevista o (a) participante resolver não mais continuar terá toda a liberdade de o fazer, sem que isso lhe acarrete qualquer prejuízo.
Os pesquisadores colaboradores por esta pesquisa (entrevista) são: Cleide Borges Cardoso, Josiana Lippert Moraes, Luciane Bittencourt Ribas, Mônica Gomes dos Santos, Patrícia Pereira Lippert e Rita de Matos Raupp, todas são graduandos, estudantes vinculados à Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Comprometemo-nos a esclarecer devida e adequadamente qualquer dúvida ou necessidade de esclarecimento que eventualmente o participante venha a ter no momento da pesquisa ou posteriormente através dos telefones (051) 3667-2179 (Domicílio de Letícia J. Bock), 3667-1175 (Domicílio de Patrícia P. Lippert), 3667-2113 (Domicílio de Luciane B. Ribas) e 3667-2234 (Domicílio de Joseana L. Moraes) ou usar correio eletrônico lbittencourtribas@gmail.com, pattylippert27@yahoo.com.br, josy.lippert@yahoo.com.br, monikgsantos @gmail.com, raupprita@gmail.com, leticiabock@gmail.com, e/ou cdebcardoso@gmail.com para questionamentos e esclarecimentos.
Após ter sido devidamente informado (a) de todos os aspectos dessa pesquisa e ter esclarecido todas as minhas dúvidas, eu
__________________________
(nome por extenso)
Concordo em participar desta pesquisa.
__________________________
Assinatura do Participante
__________________________
Assinatura da estudante
______________, ____________ de ________.
Local – Data - Ano
DADOS COMPLETOS DA PESQUISA SOBRE CICLONES
PROJETO INTITULADO “CICLONE” DE ESTUDANTES DO CURSO DE PEDAGOGIA NA MODALIDADE À DISTÂNCIA, VINCULADO ÀS INTERDISCIPLINAS DE SEMINÁRIO INTEGRADOR V E PROJETO PEDAGÓGICO EM AÇÃO. PESQUISADORES: CLEIDE BORGES CARDOSO (PESQUISADORA COLABORADORA, GRADUANDA/PEAD/UFRGS), LETÍCIA JUSTO BOCK (PESQUISADORA COLABORADORA, GRADUANDA/PEAD/UFRGS), JOSIANA LIPPERT MORAES (PESQUISADORA COLABORADORA, GRADUANDA/PEAD/UFRGS), LUCIANE BITTENCOURT RIBAS (PESQUISADORA COLABORADORA, GRADUANDA/PEAD/UFRGS), MÔNICA GOMES DOS SANTOS (PESQUISADORA COLABORADORA, GRADUANDA/PEAD/UFRGS), PATRÍCIA PEREIRA LIPPERT (PESQUISADORA COLABORADORA, GRADUANDA/PEAD/UFRGS) E RITA DE MATOS RAUPP (PESQUISADORA COLABORADORA, GRADUANDA/PEAD/UFRGS).
terça-feira, 4 de novembro de 2008
Entrevistas realizadas
ENTREVISTA REALIZADA SOBRE CICLONE
Nome: Generoso Scheffer Dimer
Data de nascimento: 28/setembro/1933
Profissão: Agricultor e comerciante aposentado
Endereço: Três Cachoeiras – RS.
Questões norteadoras:
O que você entende por Ciclone?
Eu escuto na televisão que é o encontro de massa fria com a massa quente.
Conhece as causas e as conseqüências?
Não, eu acho que ele acontece por causa da pressão do mar, mas não sei explicar. As conseqüências são os ventos que destroem a cidade quando o ciclone passa.
Já presenciou este fenômeno?
Nunca. Só assisti o que sobrou dele quando passou em Torres, pois aqui em Três Cachoeiras o vento não foi muito forte, mas destruiu muitas casas e arrancou árvores em Torres, e vi na televisão que o mar ficou bem agitado e as ondas eram muito grandes.
Relate sobre o que sabe. Antigamente havia incidência (ocorrência) deste fenômeno e ou se ouvia falar?
A primeira vez que ouvi falar em Ciclone foi na televisão, e faz mais ou menos um dez anos, lembro que ele passou pelo Rio de Janeiro, fiquei bem assustado com a notícia. Agora passa direto na televisão, que têm muitos para passar por aqui. Eu só não ouvi falar o porquê deste nome Ciclone, se é igual a um furacão.
Obs. Entrevista realizada pela participante do grupo Luciane Bittencourt Ribas
Nome: Lenora Jung Marcon
Data de nascimento: 10/junho/1947
Profissão: do lar
Endereço: Torres – RS.
Questões norteadoras:
O que você entende por Ciclone?
É uma mudança brusca de temperatura com altos índices de movimentação dos ventos.
Conhece as causas e as conseqüências?
Causando altos níveis de vento, promovendo vendavais, destelhando casas, desabrigando pessoas, arrancando árvores e postes de energia elétrica, maremotos (modificando as condições marítimas e fluviais).
Já presenciou este fenômeno?
Sim, em março de 2004.
Relate sobre o que sabe. Antigamente havia incidência (ocorrência) deste fenômeno e ou se ouvia falar?
Antigamente não se ouvia falar em Ciclones no Brasil. Apenas ficávamos sabendo sobre ciclone em televisão que ocorria em outros países, através de filmes e documentários, mas no Brasil nunca havia ocorrido tal fenômeno.
Obs. Entrevista realizada pela participante do grupo Patrícia Pereira Lippert
Nome: Luiz Carlos de Abreu
Data de nascimento: 13/outubro/1948
Profissão: Aposentado
Endereço: Torres – RS.
Questões norteadoras:
O que você entende por Ciclone?
Fenômeno da natureza que nasce no mar e chega até o continente em forma de fortes ventos em redemoinhos.
Conhece as causas e as conseqüências?
Não sei como e porque se formam, mas as conseq1uências na terra traz grandes estragos por onde passa (casas e plantações) e no mar, este fica muito revolto.
Já presenciou este fenômeno?
Sim. Até quando não se dava o nome de ciclone.
Relate sobre o que sabe. Antigamente havia incidência (ocorrência) deste fenômeno e ou se ouvia falar?
Chamava-se “tormenta ou tempestade”, chuva e ventos fortes. Ocorria mais em épocas de primavera, não duravam mais de 10-15 minutos. Não eram de 4 horas como de Torres (Catarina), mas já traziam prejuízos nas lavouras, telhados de casa e faziam vítimas fatais pelos fortes ventos.
Obs. Entrevista realizada pela participante do grupo Letícia Justo Bock.
Nome: Marlene de Matos Freitas
Data de nascimento: 26/05/1956
Profissão: Do lar
Endereço: Rua Pedro Reck, nº 711, Bairro Centro, Três Cachoeiras - RS
Questões norteadoras:
· O que você entende por Ciclone?
“Um vendaval em alta velocidade, anda em círculo, até parar”.
· Conhece as causas e as conseqüências?
“Onde o vento passa, arranca, quebre, joga longe”.
· Já presenciou este fenômeno?
“Já”.
· Relate sobre o que você sabe. Antigamente havia incidência (ocorrência) deste fenômeno e ou se ouvia falar?
“Sim, havia, com outros nomes”.
Obs.: Entrevista realizada pela participante do grupo Rita de Matos Raupp.
Nome: Darcy Oliveira de Moraes
Data de nascimento: 28/02/1936
Profissão: Aposentado
Endereço: Rua Manoel José Scheffer, Três Cachoeiras – RS.
Questões norteadoras:
· O que você entende por Ciclone?
“É formado pela força da natureza”.
· Conhece as causas e as conseqüências?
“A causa é atingir a terra, pode ser devastador e até mesmo levar muitas vidas”.
· Já presenciou este fenômeno?
“Não, só sei que aconteceu bem perto daqui”.
· Relate sobre o que sabe e se antigamente havia incidência deste fenômeno e ou se ouvia falar:
“Não, antigamente só se falava em furacão, só de uns tempos para cá é que a televisão fala de Ciclone”.
Obs.: Entrevista realizada pela participante do grupo Josiana Lippert Moraes.
Nome: Jaqueline Leal Behenck Vaisfhol
Data de nascimento: 10/07/1974
Profissão: Desempregada
Endereço: Estrada do Rio da Terra, nº 484, Bairro Lajeadinho, Três Cachoeiras - RS.
Questões norteadoras:
· O que você entende por Ciclone?
“Não sei dizer o que é”.
· Conhece as causas e as conseqüências?
“Também não sei”.
· Já presenciou este fenômeno?
“Sim. Estávamos todos dormindo naquela noite do dia 12 de junho, quando percebemos que começava a ventar. O vento aumentou rapidamente e as primeiras rajadas sacudiram a casa e começou a arrancar algumas telhas, fazendo um barulho ensurdecedor, pulamos todos da cama e ficamos abraçados próximos da mesa da cozinha.
Minha filha menor, de 8 anos, nos pedia que chamássemos a polícia, pois estavam dando tiros lá fora. O pesadelo iniciou por volta das 3 horas da manhã, quando o vento arrancou as telhas que cobriam os dois quartos.
Contudo ficamos sem energia elétrica o que alimentava ainda mais o pavor, pois as crianças estavam aterrorizadas e choravam muito.
Por um momento o vento acalmou o que nos deixou mais tranqüilo, e nos fez acreditar que o pior já havia passado. Foi quando meu marido pegou uma corda e amarrou o alçapão do forro que se encontrava solto. Para nós o forro da casa naquele momento, representava a única segurança para a família.
Permanecemos dentro da casa, pois a escuridão era total e não sabíamos o que realmente estava ocorrendo lá fora. Foi quando, por volta das 5 horas da manhã uma nova rajada de vento arrancou o que restava do telhado, aumentando o clima de pavor entre nós.
“Em uma tentativa desesperada até chegamos a cogitar a possibilidade de nos protegermos embaixo da mesa, mas permanecemos no canto da cozinha, juntos e em oração”.
“O vento voltou a mostrar sinais de calmaria até o amanhecer. O que nos deixou mais tranqüilos, pois poderíamos pedir ajuda. Porém, às 7 horas da manhã uma última rajada de vento arrancou uma parte da armação da casa jogando-a no terreno próximo. Com todo o prejuízo causado pelo vento e o pavor que tomava conta de nós, ainda agradecemos a Deus por não estar chovendo, o que diminuiu os danos e permitiu que pudéssemos sair para pedir ajuda”.
· Relate sobre o que sabe e se antigamente havia incidência deste fenômeno e ou se ouvia falar:
“Nunca havia ouvido falar de ciclone”.
Comentários finais:
A entrevista realizada iniciou de forma dirigida. Porém a entrevistada não possuía conhecimento do que era o ciclone, suas causas e conseqüências, e que nunca havia presenciado tal fenômeno.
A família dispõe de baixa renda per capta, sendo que o marido é trabalhador autônomo o que não permite um salário fixo e estável. Desta forma não tiveram condições econômicas para reconstruir a casa. Fizeram dividas e através de muito trabalho estão se reestruturando.
Os problemas não se limitaram aos danos materiais, pois a menina de 8 anos ficou com problemas psicológicos, e a cada possibilidade de ocorrer ventos, começa a chorar, (a mesma esta recebendo atendimento psicológico através da saúde pública do município).
O outro filho, um menino de 14 anos, ao falar do incidente parece emocionar-se, mais procura confortar a mãe, dizendo que tudo já passou.
Obs.: Entrevista realizada pela participante do Grupo Cleide Borges Cardoso.
Nome: Fernanda Scheffer
Data de nascimento: 25/03/1982
Profissão: Merendeira
Endereço: Rua Pontal Fechado, Três Cachoeiras – RS.
Questões norteadoras:
· O que você entende por Ciclone?
“Entendo por ciclone os redemoinhos com ventos que atingem velocidade superior a 200 km/h, também chamado de furacão”.
· Conhece as causas e as conseqüências?
“Eles se formam a partir das nuvens carregadas de umidade que se unem e junto com os ventos começam a rodopiar, causando assim muitas destruições, como as de casas, plantações e até mesmo mortes”.
· Já presenciou este fenômeno?
“Acredito que na nossa região este fenômeno acontece em proporções menores, graças a Deus, nunca presenciei”.
· Relate sobre o que sabe e se antigamente havia incidência deste fenômeno e ou se ouvia falar:
“Há alguns anos esse fenômeno atingiu a região de Santa Catarina e um pedaço de Torres, na época foi muito triste ver tantas pessoas desabrigadas, com suas casas destruídas e suas vidas despedaçadas...”
Obs.: Entrevista realizada pela participante do Grupo Mônica Gomes dos Santos.
Nome: Generoso Scheffer Dimer
Data de nascimento: 28/setembro/1933
Profissão: Agricultor e comerciante aposentado
Endereço: Três Cachoeiras – RS.
Questões norteadoras:
O que você entende por Ciclone?
Eu escuto na televisão que é o encontro de massa fria com a massa quente.
Conhece as causas e as conseqüências?
Não, eu acho que ele acontece por causa da pressão do mar, mas não sei explicar. As conseqüências são os ventos que destroem a cidade quando o ciclone passa.
Já presenciou este fenômeno?
Nunca. Só assisti o que sobrou dele quando passou em Torres, pois aqui em Três Cachoeiras o vento não foi muito forte, mas destruiu muitas casas e arrancou árvores em Torres, e vi na televisão que o mar ficou bem agitado e as ondas eram muito grandes.
Relate sobre o que sabe. Antigamente havia incidência (ocorrência) deste fenômeno e ou se ouvia falar?
A primeira vez que ouvi falar em Ciclone foi na televisão, e faz mais ou menos um dez anos, lembro que ele passou pelo Rio de Janeiro, fiquei bem assustado com a notícia. Agora passa direto na televisão, que têm muitos para passar por aqui. Eu só não ouvi falar o porquê deste nome Ciclone, se é igual a um furacão.
Obs. Entrevista realizada pela participante do grupo Luciane Bittencourt Ribas
Nome: Lenora Jung Marcon
Data de nascimento: 10/junho/1947
Profissão: do lar
Endereço: Torres – RS.
Questões norteadoras:
O que você entende por Ciclone?
É uma mudança brusca de temperatura com altos índices de movimentação dos ventos.
Conhece as causas e as conseqüências?
Causando altos níveis de vento, promovendo vendavais, destelhando casas, desabrigando pessoas, arrancando árvores e postes de energia elétrica, maremotos (modificando as condições marítimas e fluviais).
Já presenciou este fenômeno?
Sim, em março de 2004.
Relate sobre o que sabe. Antigamente havia incidência (ocorrência) deste fenômeno e ou se ouvia falar?
Antigamente não se ouvia falar em Ciclones no Brasil. Apenas ficávamos sabendo sobre ciclone em televisão que ocorria em outros países, através de filmes e documentários, mas no Brasil nunca havia ocorrido tal fenômeno.
Obs. Entrevista realizada pela participante do grupo Patrícia Pereira Lippert
Nome: Luiz Carlos de Abreu
Data de nascimento: 13/outubro/1948
Profissão: Aposentado
Endereço: Torres – RS.
Questões norteadoras:
O que você entende por Ciclone?
Fenômeno da natureza que nasce no mar e chega até o continente em forma de fortes ventos em redemoinhos.
Conhece as causas e as conseqüências?
Não sei como e porque se formam, mas as conseq1uências na terra traz grandes estragos por onde passa (casas e plantações) e no mar, este fica muito revolto.
Já presenciou este fenômeno?
Sim. Até quando não se dava o nome de ciclone.
Relate sobre o que sabe. Antigamente havia incidência (ocorrência) deste fenômeno e ou se ouvia falar?
Chamava-se “tormenta ou tempestade”, chuva e ventos fortes. Ocorria mais em épocas de primavera, não duravam mais de 10-15 minutos. Não eram de 4 horas como de Torres (Catarina), mas já traziam prejuízos nas lavouras, telhados de casa e faziam vítimas fatais pelos fortes ventos.
Obs. Entrevista realizada pela participante do grupo Letícia Justo Bock.
Nome: Marlene de Matos Freitas
Data de nascimento: 26/05/1956
Profissão: Do lar
Endereço: Rua Pedro Reck, nº 711, Bairro Centro, Três Cachoeiras - RS
Questões norteadoras:
· O que você entende por Ciclone?
“Um vendaval em alta velocidade, anda em círculo, até parar”.
· Conhece as causas e as conseqüências?
“Onde o vento passa, arranca, quebre, joga longe”.
· Já presenciou este fenômeno?
“Já”.
· Relate sobre o que você sabe. Antigamente havia incidência (ocorrência) deste fenômeno e ou se ouvia falar?
“Sim, havia, com outros nomes”.
Obs.: Entrevista realizada pela participante do grupo Rita de Matos Raupp.
Nome: Darcy Oliveira de Moraes
Data de nascimento: 28/02/1936
Profissão: Aposentado
Endereço: Rua Manoel José Scheffer, Três Cachoeiras – RS.
Questões norteadoras:
· O que você entende por Ciclone?
“É formado pela força da natureza”.
· Conhece as causas e as conseqüências?
“A causa é atingir a terra, pode ser devastador e até mesmo levar muitas vidas”.
· Já presenciou este fenômeno?
“Não, só sei que aconteceu bem perto daqui”.
· Relate sobre o que sabe e se antigamente havia incidência deste fenômeno e ou se ouvia falar:
“Não, antigamente só se falava em furacão, só de uns tempos para cá é que a televisão fala de Ciclone”.
Obs.: Entrevista realizada pela participante do grupo Josiana Lippert Moraes.
Nome: Jaqueline Leal Behenck Vaisfhol
Data de nascimento: 10/07/1974
Profissão: Desempregada
Endereço: Estrada do Rio da Terra, nº 484, Bairro Lajeadinho, Três Cachoeiras - RS.
Questões norteadoras:
· O que você entende por Ciclone?
“Não sei dizer o que é”.
· Conhece as causas e as conseqüências?
“Também não sei”.
· Já presenciou este fenômeno?
“Sim. Estávamos todos dormindo naquela noite do dia 12 de junho, quando percebemos que começava a ventar. O vento aumentou rapidamente e as primeiras rajadas sacudiram a casa e começou a arrancar algumas telhas, fazendo um barulho ensurdecedor, pulamos todos da cama e ficamos abraçados próximos da mesa da cozinha.
Minha filha menor, de 8 anos, nos pedia que chamássemos a polícia, pois estavam dando tiros lá fora. O pesadelo iniciou por volta das 3 horas da manhã, quando o vento arrancou as telhas que cobriam os dois quartos.
Contudo ficamos sem energia elétrica o que alimentava ainda mais o pavor, pois as crianças estavam aterrorizadas e choravam muito.
Por um momento o vento acalmou o que nos deixou mais tranqüilo, e nos fez acreditar que o pior já havia passado. Foi quando meu marido pegou uma corda e amarrou o alçapão do forro que se encontrava solto. Para nós o forro da casa naquele momento, representava a única segurança para a família.
Permanecemos dentro da casa, pois a escuridão era total e não sabíamos o que realmente estava ocorrendo lá fora. Foi quando, por volta das 5 horas da manhã uma nova rajada de vento arrancou o que restava do telhado, aumentando o clima de pavor entre nós.
“Em uma tentativa desesperada até chegamos a cogitar a possibilidade de nos protegermos embaixo da mesa, mas permanecemos no canto da cozinha, juntos e em oração”.
“O vento voltou a mostrar sinais de calmaria até o amanhecer. O que nos deixou mais tranqüilos, pois poderíamos pedir ajuda. Porém, às 7 horas da manhã uma última rajada de vento arrancou uma parte da armação da casa jogando-a no terreno próximo. Com todo o prejuízo causado pelo vento e o pavor que tomava conta de nós, ainda agradecemos a Deus por não estar chovendo, o que diminuiu os danos e permitiu que pudéssemos sair para pedir ajuda”.
· Relate sobre o que sabe e se antigamente havia incidência deste fenômeno e ou se ouvia falar:
“Nunca havia ouvido falar de ciclone”.
Comentários finais:
A entrevista realizada iniciou de forma dirigida. Porém a entrevistada não possuía conhecimento do que era o ciclone, suas causas e conseqüências, e que nunca havia presenciado tal fenômeno.
A família dispõe de baixa renda per capta, sendo que o marido é trabalhador autônomo o que não permite um salário fixo e estável. Desta forma não tiveram condições econômicas para reconstruir a casa. Fizeram dividas e através de muito trabalho estão se reestruturando.
Os problemas não se limitaram aos danos materiais, pois a menina de 8 anos ficou com problemas psicológicos, e a cada possibilidade de ocorrer ventos, começa a chorar, (a mesma esta recebendo atendimento psicológico através da saúde pública do município).
O outro filho, um menino de 14 anos, ao falar do incidente parece emocionar-se, mais procura confortar a mãe, dizendo que tudo já passou.
Obs.: Entrevista realizada pela participante do Grupo Cleide Borges Cardoso.
Nome: Fernanda Scheffer
Data de nascimento: 25/03/1982
Profissão: Merendeira
Endereço: Rua Pontal Fechado, Três Cachoeiras – RS.
Questões norteadoras:
· O que você entende por Ciclone?
“Entendo por ciclone os redemoinhos com ventos que atingem velocidade superior a 200 km/h, também chamado de furacão”.
· Conhece as causas e as conseqüências?
“Eles se formam a partir das nuvens carregadas de umidade que se unem e junto com os ventos começam a rodopiar, causando assim muitas destruições, como as de casas, plantações e até mesmo mortes”.
· Já presenciou este fenômeno?
“Acredito que na nossa região este fenômeno acontece em proporções menores, graças a Deus, nunca presenciei”.
· Relate sobre o que sabe e se antigamente havia incidência deste fenômeno e ou se ouvia falar:
“Há alguns anos esse fenômeno atingiu a região de Santa Catarina e um pedaço de Torres, na época foi muito triste ver tantas pessoas desabrigadas, com suas casas destruídas e suas vidas despedaçadas...”
Obs.: Entrevista realizada pela participante do Grupo Mônica Gomes dos Santos.
Tabela das certezas e dúvidas sobre Ciclone
Pergunta central:
· Por que ocorrem ciclones na região sul do Brasil?
CERTEZAS PROVISÓRIAS:
É um fenômeno natural;
O desequilíbrio ambiental acelera a ocorrência e incidência deste.
Vem ocorrendo na região sul do Brasil, por algum motivo específico.
· Há meios tecnológicos de prevê-los.
· Vem acompanhado de chuvas e ventos fortes.
· Inicia-se no oceano.
· Quanto maior a intensidade dos ciclones ocorridos nesta região, maiores os danos causados.
· A formação dos ciclones dá-se pelo choque de massas de ar quente com ar frio.
DÚVIDAS TEMPORÁRIAS:
· O que é um ciclone?
· Por que e como ocorrem os ciclones?
· Qual o real motivo que leva a ocorrência de ciclones na região sul do Brasil?
As características geográficas influenciam a ocorrência de ciclones na região sul do Brasil?
O clima desta região influencia no modo como este se apresenta?
· Haveria uma maneira de impedir que este fenômeno ocorra nesta região?
· É possível prevê-lo sem uso de tecnologias, apenas utilizando o senso comum?
· Por que ocorrem ciclones na região sul do Brasil?
CERTEZAS PROVISÓRIAS:
É um fenômeno natural;
O desequilíbrio ambiental acelera a ocorrência e incidência deste.
Vem ocorrendo na região sul do Brasil, por algum motivo específico.
· Há meios tecnológicos de prevê-los.
· Vem acompanhado de chuvas e ventos fortes.
· Inicia-se no oceano.
· Quanto maior a intensidade dos ciclones ocorridos nesta região, maiores os danos causados.
· A formação dos ciclones dá-se pelo choque de massas de ar quente com ar frio.
DÚVIDAS TEMPORÁRIAS:
· O que é um ciclone?
· Por que e como ocorrem os ciclones?
· Qual o real motivo que leva a ocorrência de ciclones na região sul do Brasil?
As características geográficas influenciam a ocorrência de ciclones na região sul do Brasil?
O clima desta região influencia no modo como este se apresenta?
· Haveria uma maneira de impedir que este fenômeno ocorra nesta região?
· É possível prevê-lo sem uso de tecnologias, apenas utilizando o senso comum?
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Apresentação da pesquisa ciclone
Este blog foi criado com o intuito de publicarmos uma pesquisa sobre ciclone.
Esta pesquisa originou-se por meio da Interdisciplina de Seminário Integrador V e Projeto Pedagógico em Ação do curso de Pedagogia da UFRGS.
Temos por objetivo principal ingressarmos na área de pesquisa e para tanto escolhemos este tema gerador, pois acreditamos que através dele conseguiremos percorrer um caminho produtivo neste sentido.
A pergunta central desta pesquisa gira em torno de "Por que ocorrem ciclones na região sul do Brasil?"
Nosso grupo é constituído de sete integrantes:
Cleide Cardoso
Josiana Moraes
Letícia Bock
Luciane Bittencourt
Mônica Santos
Patrícia Lippert
Rita Raupp
Esta pesquisa originou-se por meio da Interdisciplina de Seminário Integrador V e Projeto Pedagógico em Ação do curso de Pedagogia da UFRGS.
Temos por objetivo principal ingressarmos na área de pesquisa e para tanto escolhemos este tema gerador, pois acreditamos que através dele conseguiremos percorrer um caminho produtivo neste sentido.
A pergunta central desta pesquisa gira em torno de "Por que ocorrem ciclones na região sul do Brasil?"
Nosso grupo é constituído de sete integrantes:
Cleide Cardoso
Josiana Moraes
Letícia Bock
Luciane Bittencourt
Mônica Santos
Patrícia Lippert
Rita Raupp
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