terça-feira, 4 de novembro de 2008

Entrevistas realizadas

ENTREVISTA REALIZADA SOBRE CICLONE


Nome: Generoso Scheffer Dimer
Data de nascimento: 28/setembro/1933
Profissão: Agricultor e comerciante aposentado
Endereço: Três Cachoeiras – RS.

Questões norteadoras:
O que você entende por Ciclone?
Eu escuto na televisão que é o encontro de massa fria com a massa quente.

Conhece as causas e as conseqüências?
Não, eu acho que ele acontece por causa da pressão do mar, mas não sei explicar. As conseqüências são os ventos que destroem a cidade quando o ciclone passa.

Já presenciou este fenômeno?
Nunca. Só assisti o que sobrou dele quando passou em Torres, pois aqui em Três Cachoeiras o vento não foi muito forte, mas destruiu muitas casas e arrancou árvores em Torres, e vi na televisão que o mar ficou bem agitado e as ondas eram muito grandes.

Relate sobre o que sabe. Antigamente havia incidência (ocorrência) deste fenômeno e ou se ouvia falar?
A primeira vez que ouvi falar em Ciclone foi na televisão, e faz mais ou menos um dez anos, lembro que ele passou pelo Rio de Janeiro, fiquei bem assustado com a notícia. Agora passa direto na televisão, que têm muitos para passar por aqui. Eu só não ouvi falar o porquê deste nome Ciclone, se é igual a um furacão.
Obs. Entrevista realizada pela participante do grupo Luciane Bittencourt Ribas

Nome: Lenora Jung Marcon
Data de nascimento: 10/junho/1947
Profissão: do lar
Endereço: Torres – RS.

Questões norteadoras:
O que você entende por Ciclone?
É uma mudança brusca de temperatura com altos índices de movimentação dos ventos.
Conhece as causas e as conseqüências?
Causando altos níveis de vento, promovendo vendavais, destelhando casas, desabrigando pessoas, arrancando árvores e postes de energia elétrica, maremotos (modificando as condições marítimas e fluviais).
Já presenciou este fenômeno?
Sim, em março de 2004.
Relate sobre o que sabe. Antigamente havia incidência (ocorrência) deste fenômeno e ou se ouvia falar?
Antigamente não se ouvia falar em Ciclones no Brasil. Apenas ficávamos sabendo sobre ciclone em televisão que ocorria em outros países, através de filmes e documentários, mas no Brasil nunca havia ocorrido tal fenômeno.
Obs. Entrevista realizada pela participante do grupo Patrícia Pereira Lippert


Nome: Luiz Carlos de Abreu
Data de nascimento: 13/outubro/1948
Profissão: Aposentado
Endereço: Torres – RS.

Questões norteadoras:
O que você entende por Ciclone?
Fenômeno da natureza que nasce no mar e chega até o continente em forma de fortes ventos em redemoinhos.
Conhece as causas e as conseqüências?
Não sei como e porque se formam, mas as conseq1uências na terra traz grandes estragos por onde passa (casas e plantações) e no mar, este fica muito revolto.
Já presenciou este fenômeno?
Sim. Até quando não se dava o nome de ciclone.
Relate sobre o que sabe. Antigamente havia incidência (ocorrência) deste fenômeno e ou se ouvia falar?
Chamava-se “tormenta ou tempestade”, chuva e ventos fortes. Ocorria mais em épocas de primavera, não duravam mais de 10-15 minutos. Não eram de 4 horas como de Torres (Catarina), mas já traziam prejuízos nas lavouras, telhados de casa e faziam vítimas fatais pelos fortes ventos.
Obs. Entrevista realizada pela participante do grupo Letícia Justo Bock.


Nome: Marlene de Matos Freitas
Data de nascimento: 26/05/1956
Profissão: Do lar
Endereço: Rua Pedro Reck, nº 711, Bairro Centro, Três Cachoeiras - RS

Questões norteadoras:

· O que você entende por Ciclone?
“Um vendaval em alta velocidade, anda em círculo, até parar”.

· Conhece as causas e as conseqüências?
“Onde o vento passa, arranca, quebre, joga longe”.

· Já presenciou este fenômeno?
“Já”.

· Relate sobre o que você sabe. Antigamente havia incidência (ocorrência) deste fenômeno e ou se ouvia falar?
“Sim, havia, com outros nomes”.
Obs.: Entrevista realizada pela participante do grupo Rita de Matos Raupp.


Nome: Darcy Oliveira de Moraes
Data de nascimento: 28/02/1936
Profissão: Aposentado
Endereço: Rua Manoel José Scheffer, Três Cachoeiras – RS.

Questões norteadoras:

· O que você entende por Ciclone?
“É formado pela força da natureza”.

· Conhece as causas e as conseqüências?
“A causa é atingir a terra, pode ser devastador e até mesmo levar muitas vidas”.

· Já presenciou este fenômeno?
“Não, só sei que aconteceu bem perto daqui”.

· Relate sobre o que sabe e se antigamente havia incidência deste fenômeno e ou se ouvia falar:
“Não, antigamente só se falava em furacão, só de uns tempos para cá é que a televisão fala de Ciclone”.
Obs.: Entrevista realizada pela participante do grupo Josiana Lippert Moraes.


Nome: Jaqueline Leal Behenck Vaisfhol
Data de nascimento: 10/07/1974
Profissão: Desempregada
Endereço: Estrada do Rio da Terra, nº 484, Bairro Lajeadinho, Três Cachoeiras - RS.

Questões norteadoras:

· O que você entende por Ciclone?
“Não sei dizer o que é”.

· Conhece as causas e as conseqüências?
“Também não sei”.

· Já presenciou este fenômeno?
“Sim. Estávamos todos dormindo naquela noite do dia 12 de junho, quando percebemos que começava a ventar. O vento aumentou rapidamente e as primeiras rajadas sacudiram a casa e começou a arrancar algumas telhas, fazendo um barulho ensurdecedor, pulamos todos da cama e ficamos abraçados próximos da mesa da cozinha.
Minha filha menor, de 8 anos, nos pedia que chamássemos a polícia, pois estavam dando tiros lá fora. O pesadelo iniciou por volta das 3 horas da manhã, quando o vento arrancou as telhas que cobriam os dois quartos.
Contudo ficamos sem energia elétrica o que alimentava ainda mais o pavor, pois as crianças estavam aterrorizadas e choravam muito.
Por um momento o vento acalmou o que nos deixou mais tranqüilo, e nos fez acreditar que o pior já havia passado. Foi quando meu marido pegou uma corda e amarrou o alçapão do forro que se encontrava solto. Para nós o forro da casa naquele momento, representava a única segurança para a família.
Permanecemos dentro da casa, pois a escuridão era total e não sabíamos o que realmente estava ocorrendo lá fora. Foi quando, por volta das 5 horas da manhã uma nova rajada de vento arrancou o que restava do telhado, aumentando o clima de pavor entre nós.
“Em uma tentativa desesperada até chegamos a cogitar a possibilidade de nos protegermos embaixo da mesa, mas permanecemos no canto da cozinha, juntos e em oração”.
“O vento voltou a mostrar sinais de calmaria até o amanhecer. O que nos deixou mais tranqüilos, pois poderíamos pedir ajuda. Porém, às 7 horas da manhã uma última rajada de vento arrancou uma parte da armação da casa jogando-a no terreno próximo. Com todo o prejuízo causado pelo vento e o pavor que tomava conta de nós, ainda agradecemos a Deus por não estar chovendo, o que diminuiu os danos e permitiu que pudéssemos sair para pedir ajuda”.

· Relate sobre o que sabe e se antigamente havia incidência deste fenômeno e ou se ouvia falar:
“Nunca havia ouvido falar de ciclone”.
Comentários finais:
A entrevista realizada iniciou de forma dirigida. Porém a entrevistada não possuía conhecimento do que era o ciclone, suas causas e conseqüências, e que nunca havia presenciado tal fenômeno.
A família dispõe de baixa renda per capta, sendo que o marido é trabalhador autônomo o que não permite um salário fixo e estável. Desta forma não tiveram condições econômicas para reconstruir a casa. Fizeram dividas e através de muito trabalho estão se reestruturando.
Os problemas não se limitaram aos danos materiais, pois a menina de 8 anos ficou com problemas psicológicos, e a cada possibilidade de ocorrer ventos, começa a chorar, (a mesma esta recebendo atendimento psicológico através da saúde pública do município).
O outro filho, um menino de 14 anos, ao falar do incidente parece emocionar-se, mais procura confortar a mãe, dizendo que tudo já passou.


Obs.: Entrevista realizada pela participante do Grupo Cleide Borges Cardoso.


Nome: Fernanda Scheffer
Data de nascimento: 25/03/1982
Profissão: Merendeira
Endereço: Rua Pontal Fechado, Três Cachoeiras – RS.



Questões norteadoras:

· O que você entende por Ciclone?
“Entendo por ciclone os redemoinhos com ventos que atingem velocidade superior a 200 km/h, também chamado de furacão”.

· Conhece as causas e as conseqüências?
“Eles se formam a partir das nuvens carregadas de umidade que se unem e junto com os ventos começam a rodopiar, causando assim muitas destruições, como as de casas, plantações e até mesmo mortes”.

· Já presenciou este fenômeno?
“Acredito que na nossa região este fenômeno acontece em proporções menores, graças a Deus, nunca presenciei”.

· Relate sobre o que sabe e se antigamente havia incidência deste fenômeno e ou se ouvia falar:
“Há alguns anos esse fenômeno atingiu a região de Santa Catarina e um pedaço de Torres, na época foi muito triste ver tantas pessoas desabrigadas, com suas casas destruídas e suas vidas despedaçadas...”

Obs.: Entrevista realizada pela participante do Grupo Mônica Gomes dos Santos.

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